Cinco a cada dez municípios mineiros estão em estado de alerta ou risco para surtos de dengue, zika e chikungunya. Ao todo, 492 cidades sinalizaram a possibilidade de epidemias dessas doenças no período chuvoso, que vai de outubro a março, quando os criadouros do mosquito aumentam em todo país. Os dados constam no levantamento rápido de índices de infestação peloaedes aegypti (liraa), divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, tendo como referência abril deste ano. Em situação de risco, são 112 cidades em Minas, o equivalente a 13% das 853 existentes.

No Brasil, segundo o ministério da saúde, a pior situação é registrada em 22% dos municípios. São 1.153 localidades no país com índice de infestação superior aos 4%. O que indica que a cada 100 imóveis vistoriados pelas equipes de vigilância, quatro apresentaram larva do mosquito. Belo Horizonte está em estado de alerta com indicador de 1,5%, conforme a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a pasta, 84% dos focos foram encontrados em residências. Do total, 26,3% estavam em inservíveis, 14,2%
em vasos de plantas e 9,9% em recipientes. o quadro preocupa. “Os números mostram proliferação dos focos do mosquito pelo estado. Ele sinaliza a possibilidade de surtos das doenças transmitidas pela picada doaedes”, afirma o virologista Flávio Guimarães.

Em Bocaiuva, segundo a Assessoria de Comunicação da Prefeitura, há 27 casos confirmados de dengue e outros 324 suspeitos. O último índice do LIRAa registrado bateu os 8%. Inferiores a 1% mostra que a cidade ou logradouro está em condições satisfatórias de 1% a 3,9%: estão em situação de alerta superior a 4%: há risco de surto de
dengue.

 

REPORTAGEM: Paulo Brandão

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